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Polícia Ré na morte de cabo

Ré na morte de cabo do Bope é julgada; familiares da vítima são impedidos de acompanhar

Ré na morte de cabo do Bope é julgada; familiares da vítima são impedidos de acompanhar

20/09/2021 às 20h50
Por: Fernando Rocha Fonte: Cidadeverde.com
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Ré na morte de cabo do Bope é julgada; familiares da vítima são impedidos de acompanhar
Ré na morte de cabo do Bope é julgada; familiares da vítima são impedidos de acompanhar

O depoimento da ré Thaís Monait, apontada como "olheira" na morte do cabo do Bope, Claudemir de Paula Sousa, 33 anos, durou aproximadamente 1 hora. Grávida de quatro meses, ela negou participação no assassinato e diz que teve o nome ligado ao crime por "gostar de pessoas erradas", se referindo ao então namorado Francisco Luan, também réu no processo e apontado como "olheiro". 

Thaís respondeu a todas às perguntas do juiz Antônio Reis de Jesus Nollêto, da  1ª Vara do Tribunal Popular do Júri, e disse que, no dia do crime, estava com o namorado se reconcliando em um trailler, mas que do local não daria para visualizar a vítima. Em sua defesa, a acusada disse que no horário do crime estava em casa após deixar o namorado

Apesar de ter sido citado pelos demais acusados, durante audiência anterior, bem como por testemunhas, ela disse que conhecia apenas o namorado Francisco Luan e não sabe quem cometeu o crime. 

MESMO CONDENADA, RÉ PODE NÃO SER PRESA

Após intervalo do almoço, o promotor de Justiça, promotor de Justiça, João Malato, se referiu à Thaís Monait como "profissional do crime". Para ele, o depoimento da ré já era esperado e que até a gravidez da acusada teria sido premeditada. 

"Ela engraviou deliberadamente porque, em caso de condenação, ela não vai ser presa, Foi  premeditadamente e, mesmo condenada, vai sair livre e não vai cumprir pena por está grpavida. Infelzimente essa é a nossa realidade! ela pode voltar pra casa, mas pelo menos, os familiares da vítima vão saber que ela foi condenada", disse João Malato. 

O júri de Thaís Monait teve início na manhã desta segunda-feira (20), quase cinco anos após o crime, e vai se estender, pelo menos, até a noite. 

Os demais acusados no processo ainda não foram julgados e aguardam em liberdade. 

 

Publicada às 10h14

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com 

Familiares e amigos do cabo do Bope, Claudemir de Paula Sousa, morto em dezembro de 2016, marcaram presença na manhã desta segunda-feira (20) na porta do Fórum Criminal de Teresina para acompanhar o julgamento de Thaís Monait Neris de Oliveira, uma das acusadas de participação no crime. Os familiares não foram autorizados a entrar no prédio para acompanhar a sessão, que é transmitida ao vivo através da internet. 

A ré teve a prisão preventiva decretada na semana passada e chegou a ser considerada foragida, mas compareceu hoje ao julgamento. Thaís Monait é a única dos réus no processo que teve o julgamento marcado. A família do cabo do Bope diz esperar que ela seja condenada. 

“A gente espera que seja a primeira de todas as condenações. A gente vem nesse processo há quase cinco anos e esperamos que finalmente essa condenação aconteça. Não é só uma resposta pra família, mas pra toda a sociedade, para que a gente não viva essa sensação de impunidade”, afirmou Carliene de Paula, irmã de Claudemir.

Familiares da vítima não foram autorizados a acompanhar julgamento . Foto: Arquivo Pessoal 

No crime contra o PM do Piauí, Thaís Monait é apontada como "olheira', ou seja, responsável por monitorar a vítima. Claudemir de Paula Sousa, 33 anos, foi morto enquanto saía de uma academia no bairro Saci, na zona Sul de Teresina, em dezembro de 2016. Após investigação, a Polícia Civil do Piauí descobriu que o crime foi planejado e teve motivação passional.

Foto: Ascom/TJ

Histórico da acusada 

Logo após a morte do cabo do Bope, Thaís Monait teve a prisão preventiva decretada em dezembro de 2016. Contudo, em janeiro de 2018, a custódia foi revogada, sendo aplicadas algumas medidas cautelares diversas da prisão. 

Contudo, três meses após ganhar liberdade, ela teve a preventiva novamente decretada após ser presa em flagrante por roubo. 

Em junho de 2020, a acusada teve a prisão relaxada por excesso de prazo e, até então, aguardava o julgamento em liberdade. 

Em setembro de 2021, quatro dias antes do julgamento, ela, mais uma vez, teve a preventiva decretada. Desta vez, por ter se ausentado do município de sua residência, sem a devida autorização deste juízo. 

Foto: Arquivo Pessoal 

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