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Criminosos usam WhatsApp em golpe de transferências bancárias

O caso em que os golpistas conseguiram efetuar a clonagem aconteceu no sábado (06), tendo como vítima a professora Lilian Lopes.

11/06/2020 19h42
Por: Fernando Rocha Fonte: Cidadesnanet
Criminosos usam WhatsApp em golpe de transferências bancárias
Criminosos usam WhatsApp em golpe de transferências bancárias

Os crimes praticados através da internet tem se tornado cada vez mais comuns e uma das ferramentas bastante utilizada é o WhatsApp. Criminosos tem se aproveitado da popularidade do aplicativo, que segundo pesquisas, está instalado em mais de 90% dos dispositivos brasileiros, para praticar golpes. No município de Jaicós, uma pessoa foi vítima da popular “clonagem do WhatsApp e há relatos de outras pessoas que chegaram a sofrer tentativas da prática do crime em seus números telefônicos. As informações são do Cidades na Net.

O caso em que os golpistas conseguiram efetuar a clonagem aconteceu no sábado (06), tendo como vítima a professora Lilian Lopes. Ela contou que tudo começou após receber uma mensagem no instagram. “Sábado passado recebi uma mensagem no instagram de um resort que me hospedei no passado e no momento eu não olhei a conta para ver se era a do resort mesmo. A primeira mensagem que eles colocaram dizia que eu seguia o Instagram e estava concorrendo a três diárias no resort e eles pediram meu nome e meu número e eu dei, pois não estranhei porque realmente estive lá. Depois eles pediram meu número mais uma vez e daqui a pouco quando fui tentar olhar meu whatsapp eu já não conseguia mais. Aconteceu praticamente na mesma hora”, disse.

Lilian disse que logo depois recebeu a ligação de um amigo (que recebeu mensagem dos criminosos) informando que o número dela havia sido clonado. Ela então foi verificar a conta no Instagram e confirmou que era falsa. “Quando fui na conta do instagram para ver, não tinha nada. Era um instagram falso. Eu já estava irada, tinha várias pessoas me ligando, me avisando, então mandei uma mensagem para esse instagram falso dizendo que tinha descoberto e tomaria as providências. Mas nesse dia a delegacia estava fechada. De imediato também postei nas minhas redes sociais alertando as pessoas e meus contatos para não caírem no golpe”, afirma. 

Ela disse que vários amigos ligaram para ela, pois estranharam os altos valores solicitados. “Eles pediam de 1.700, 1.500 reais. Vários amigos quase chegaram a depositar, só não depositaram porque os valores altos, estranharam e me ligaram. Mas teve uma amiga minha em Picos que caiu. E pela conta, parece que são pessoas de São Paulo. Então para resgatar o dinheiro é complicado, pois eles sacam imediatamente”, completa.

Reprodução/ Cidades na Net 

A professora disse que para resolver teve que desinstalar o aplicativo. “Eu desinstalei o whatsapp do meu celular e pedi um código, só que o whatsapp me deu 11 horas para esse código cair. Mais de duas horas da manhã foi que eu consegui resgatar. Essa demora foi porque a pessoa que pegou meu número pediu código também e hackearam. Já soube que outras pessoas na cidade já foram hackeadas. Quero dizer para as pessoas que tomem cuidado. Quando pedirem dinheiro terem cuidado, não dar. E também a gente desconfiar e não passar o telefone”, disse.

O tenente também alertou que muitos caem em golpes que oferecem facilidades. “O problema hoje do cidadão é que eles querem as coisas muito fácil e os golpistas se aproveitam disso, oferecem vantagens que chamam atenção e a pessoa vai e cai no golpe. É um esperto querendo se dar bem em cima de outro esperto. O cidadão por as vezes querer algo fácil acaba caindo e perdendo parte de seu patrimônio. Então o cidadão tem que ter consciência de que nada é fácil e quando surgir algo com muita facilidade, já tem que suspeitar que pode ser um golpe”, pontua. 

Reprodução/ Cidades na Net

Edivan Martins ainda disse que os crimes virtuais são mais difíceis de serem elucidados. “Por ser um crime virtual ele se torna cada vez mais difícil de ser elucidado. Já existem delegacias especializadas em quase todos os estados do Brasil, mas a gente ainda tem essa dificuldade de policiamento especializado nos crimes cibernéticos. Na região de Picos não temos delegacia especializada nesse tipo de crime, o que torna um pouco mais complicado” explicou.

 
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