Segunda, 21 de janeiro de 2019
86 99829-3614
Política

01/01/2019 ás 11h02

Fernando Rocha

Lagoinha / PI

Cercada de restrições, posse de Bolsonaro inicia ciclo conservador
Cercada de restrições, posse de Bolsonaro inicia ciclo conservador
Cercada de restrições, posse de Bolsonaro inicia ciclo conservador
Cercada de restrições, posse de Bolsonaro inicia ciclo conservador

A posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), nesta terça-feira (1º), marca o início de um ciclo conservador no país, gestado nos últimos anos na esteira da crise política, dos escândalos de corrupção, da falta de segurança pública entre outros fatores. O novo mandatário, capitão reformado do Exército e deputado federal há 27 anos, assume a chefia do Executivo nacional rodeado por militares de alta patente e pela expectativa de uma ruptura do establishment depositada nas urnas por mais de 57 milhões de eleitores. 


O rígido desenho de segurança da cerimônia de posse contrasta com o estilo informal de Bolsonaro, que, mesmo após vencer a eleição, costumava sair de sua casa, no Rio, para sacar dinheiro em agências bancárias ou para tomar água de coco na praia da Barra da Tijuca, na zona oeste carioca. 



 (Crédito: Evaristo Sa/AFP)
(Crédito: Evaristo Sa/AFP)



 


A solenidade será marcada por fortes restrições ao público e à imprensa. O acesso de jornalistas às autoridades foi praticamente inviabilizado nas quatro etapas da posse — da catedral de Brasília, onde Bolsonaro participará de um culto ecumênico, ao Itamaraty, onde haverá um coquetel  de encerramento. São 140 convidados, incluindo 12 chefes de Estado. 


Nesse meio período, o presidente eleito desfilará de carro (que pode ser aberto ou fechado) em direção ao Congresso, onde será realizado o ato oficial de posse. Posteriormente, ele subirá a rampa do Palácio do Planalto para receber a faixa das mãos de Michel Temer (MDB). 


De forma inédita, serão utilizados equipamentos de guerra como mísseis antiaéreos guiados a laser (capazes de abater aviões a até 7 km de distância) e radar portátil de detecção de aeronaves que voam a baixa  altitude. Um decreto assinado por Temer autoriza as Forças Armadas a abaterem “aeronaves suspeitas ou hostis, que possam apresentar ameaça à segurança” no dia da cerimônia. O texto leva em conta todo o espaço aérea brasileiro, e não apenas a área em que haverá restrições de voo. 


São esperadas de 250 mil a 500 mil pessoas na Esplanadas dos Ministérios, segundo estimativa do GSI ( Gabinete de Segurança Institucional). O órgão vetou o uso de mochilas, guardas-chuvas, garrafas, carrinhos de bebês, entre outros itens. Todos os que desejarem  acompanhar a festa da posse passarão ao menos quatro pontos de revista.


Ameaça terrorista


De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Paz Social, a logística da cerimônia mobilizará mais de 3.000 agentes de forças de segurança, entre os quais policiais militares, civis e federais, além de militares das Forças Armadas e do Corpo de Bombeiro. É o maior esquema de segurança já montado para uma posse presidencial. 


Um dos fatores que demandam maior preocupação por parte do GSI é a suposta ameaça de um grupo que se autodenomina terrorista e que reivindicou a autoria de uma tentativa de ataque em uma igreja em Brazlândia, região administrativa do Distrito Federal. Na segunda-feira (31), as polícias Federal e Civil realizaram uma operação para reprimir a organização — sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília, Goiás e São Paulo. 


Esse grupo teria, segundo informações obtidas pela Polícia Federal, divulgado a intenção de realizar um atentado durante a posse de Bolsonaro. Não foram divulgados detalhes sobre o suposto planejamento criminoso. 


O assunto é sensível no alto escalão do novo governo porque Bolsonaro por pouco não morreu em um ataque a faca durante atividade de campanha em Juíz de Fora (MG), em 6 de setembro. 


O então presidenciável sofreu o golpe na região do abdômen e chegou a perder praticamente metade do sangue do corpo. Ele precisou passar por duas cirurgias, sendo uma para estancar a hemorragia logo após a facada. Até hoje ele depende de uma colostomia (uma espécie de saco plástico ligado ao intestino) --em janeiro ele será operado para retirada da bolsa.


Devido ao temor de um novo atentado, até o momento Bolsonaro e sua equipe ainda não decidiram se o presidente desfilará em carro aberto com o tradicional Rolls-Royce. A escolha caberá ao próprio pesselista, que deve fazê-la em cima da hora, segundo o general Sergio Etchegoyen, atual chefe do GSI --ele será substituído pelo general Augusto Heleno a partir de janeiro do ano que vem.


"A decisão do carro aberto ou fechado, que é uma coisa menor numa festa tão grande e bonita, será decidida pelo presidente da República."


Cronograma da posse 


14h45 - Desfile do cortejo presidencial da Catedral Metropolitana de Brasília até o Congresso Nacional 


15h - Abertura da Sessão Solene de Posse no Plenário da Câmara dos Deputados 


15h45 - Término da sessão solene na Câmara dos Deputados 16h10 - Cerimônia de Execução do Hino Nacional, seguida de salva de tiros e revista de tropas, na rampa do Congresso Nacional 16h25 - Desfile do cortejo presidencial do Congresso Nacional para o Palácio do Planalto 


16h30 - Chegada do cortejo ao Palácio do Planalto 


16h40 - Recebimento da faixa presidencial, seguida de pronunciamento oficial à Nação 


17h - Cumprimentos dos Chefes de Governo e de Estado 


17h - Posicionamento da imprensa credenciada para o Palácio Itamaraty no térreo do Palácio Itamaraty 


17h30 - Cerimônia de nomeação dos ministros no Salão Nobre do Palácio do Planalto 


18h15 - Fotografia oficial no Salão Oeste do Palácio do Planalto 18h45 - Partida do cortejo presidencial para o Palácio Itamaraty 19h - Recepção oferecida pelo presidente Jair Bolsonaro e primeira-dama Michelle Bolsonaro no Palácio Itamaraty 


21h - Término da recepção

FONTE: Uol

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários

0 comentários

Veja também
Facebook
© Copyright 2019 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium