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12/03/2018 ás 08h56 - atualizada em 12/03/2018 ás 14h14

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Fernando Rocha

Lagoinha / PI

Fantástico mostra crianças atravessando rio em boias para chegar à escola em Campo Maior
Fantástico mostra crianças atravessando rio em boias para chegar à escola em Campo Maior
Fantástico mostra crianças atravessando rio em boias para chegar à escola em Campo Maior
crianças atravessando rio em boias

O Fantástico deste domingo (11/03) destacou o drama enfrentado todos os dias por cerca de 50 famílias da zona Rural de Campo Maior, no Piauí, para permitir que os filhos cheguem à escola.


Sem uma ponte, crianças e jovens têm de atravessar o rio Longá em uma boia improvisada, arriscando a vida.


 





A situação dos moradores é mais complicada justamente agora, no período chuvoso, quando o nível da água chega a subir de 3 a 4 metros. A travessia fica ainda mais perigosa por causa da correnteza.


O caso ganhou repercussão nacional graças a um vídeo gravado pelo professor Jefferson Davi. À reportagem de Neyara Pinheiro, ele lamenta o dilema dos pais, que têm de escolher entre garantir educação ou arriscar a vida.


 





Muitas das crianças e jovens que precisam atravessar o rio não sabem nadar, e têm consciência que se caírem dentro d'água, podem morrer.


Delita dos Santos, dona de casa, reclama do descaso do poder público, e diz que não pode impedir o filho de ir para a escola, afinal a única coisa que tem condição de garantir para ele é a educação.


 





Em nota, a prefeitura de Campo Maior afirmou que pediu R$ 300 mil ao governo do Estado para a construção da ponte. Já a Defesa Civil do município administrado pelo Professor Ribinha (PT), disse que colocou um barco à disposição, mas que não pode ser usado por que o motor acaba encostando no fundo do rio quando o nível da água está mais baixo.


 





Seu João Batista, de 99 anos, não tem muita fé de que a situação se resolva logo, e diz que já ouviu muitas promessas ao longo dos anos. "São muitos os que prometem mais não fazem".


 





Enquanto não tem ponte, os alunos têm de se trocar nas margens, para enfim chegar ao ônibus e seguir para o colégio.


Mas Guilherme Silva, de 9 anos, garante que não vai desistir. "Quero ser alguma coisa na vida", diz o menino.


 



 

FONTE: G1

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